Natação…
Comecei a ver o Mundial de Shanghai sem a mesma empolgação que me tomou em Pequim, em Roma, em Dubai. Os acontecimentos recentes me deixaram um pouco desanimado para acompanhar a maior competição do ano.
Mas é hora da paixão pela natação falar mais alto.
Ontem tivemos o primeiro nadador batendo o tempo histórico de Pieter Van Den Hoogenband sem trajes, na abertura do 4×100 livre. O australiano James Magnussen fez absurdos 47.49.
Tivemos as vitórias empolgantes de Park e Federica no 400 livre, duas aulas de natação.
Hoje o norueguês Alexander Dale Oen protagonizou aquela que certamente será a melhor história da competição, vencendo o 100 peito e sendo o primeiro a quebrar a barreira dos 59 segundos sem traje. Muito mais do que isso, fez questão de mostrar a bandeira de seu país em toda e qualquer oportunidade que aparecia, tentando de alguma forma confortar um povo que ainda sente a dor da maior tragédia de sua história.
Também foi muito impactante para mim a imagem de Shiwen Ye, chinesa de apenas 15 anos, campeã do 200 medley, uma simples criança no lugar mais alto do pódio, extremamente tímida, sem saber ao certo como receber os cumprimentos das adversárias, com um olhar até mesmo assustado, mas certamente feliz. Para mim, uma imagem com muitos significados.



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Tudo que quero agora é rever todos nossos atletas, nossos campeões brasileiros, e que eles carreguem nessa volta aos treinos a simplicidade de Ye e a vontade que os verdadeiros campeões possuem dentro da alma.